Works in progress

Corpo de Dansa

Em 1956, um dos principais escritores brasileiros, Guimarães Rosa, escreveu em seu livro Grande Sertão: Veredas uma palavra grafada incorretamente, “dansa”, em vez de “dança”. Para ele, a letra “s” teria muito mais a ver com dança do que o “ç”, que fica preso na linha como um prego. Liberdade e desobediência estão no cerne da animação Corpo de Dansa. Corpos que dançam em diferentes condições e formas: grávidas, segurando bebês, fugindo de padrões disciplinadores, soltando o quadril e, assim, enfrentando a colonialidade e o patriarcado. Trabalho em andamento, em aquarelas em papel A4 Canson c’a Grain 180g.

In 1956, one of the main Brazilian writers, Guimarães Rosa, wrote in his book Grande Sertão: Veredas a misspelled word, "dansa", instead of "dança". For him, the letter "s" would have much more to do with dance than "ç", which is stuck in the line like a nail. Freedom and disobedience are at the core of the animation Corpo de Dansa. Bodies that dance in different conditions and forms: pregnant, holding babies, running away from disciplinary patterns, loosening their hips and, thus, facing coloniality and patriarchy. Work in progress, in watercolors on A4 paper Canson c'a Grain 180g.

Vai a Serpente

Videoarte em animação em parceria com o músico brasileiro Domenico Lancellotti, que compôs uma música a partir de experiências com artistas indígenas da comunidade Huni-Kuin, localizada na floresta amazônica. A sacralidade da serpente, para o Huni-Kuin, atende os movimentos do corpo feminino.

Animation artwork in partnership with Brazilian musician Domenico Lancellotti, who composed a song after experiences with Indigenous artists of Huni-Kuin community, located in the Amazon forest.The sacrality of the serpent, for the Huni-Kuin people, meets the movements of the female body of the peripheries.

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